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terça-feira, 18 de maio de 2010

Converte-se ou não o Acordo em lei?

Carta Aberta a uma Dirigente Sindical (com quem eu simpatizo, por sinal)

Cara [nome suprimido],
À laia de desabafo...ou...de...contestação, aqui vai:

Pergunto-te novamente o que já perguntei por sms: para quando o Acordo de Janeiro, convertido em lei? Para quando o fim dos titulares?

O que se passa, realmente, com o Acordo? Não era esperado que em Maio já tivéssemos a nova lei que abolirá, espero, a divisão na carreira, aliás, tão contestada e desencadeadora de grandes injustiças, como ainda estamos a ver e a sentir?

Eu tinha a Prova Pública entre mãos e aconselharam-me a abandoná-la. Se calhar não o devia ter feito, mas abandonei-a porque tive esperança no Acordo e nos Sindicados. E agora, em que ficámos? Continuam os titulares?

O Ministério da Educação está ou não com vontade de fazer publicar o Acordo?
Os Sindicatos estão ou não com vontade que isso aconteça?

Já sei, já sei, a questão do 1,5 e do subsídio de Natal, a crise, o país em ruínas, sei disto tudo, mas acho que aí levarão todos a pancada. Agora, continuar a divisão da carreira é que não!

Saudações
Rosa Henriques

sábado, 30 de janeiro de 2010

Ainda o acordo e os titulares

A principal vantagem do acordo foi ter acabado com os titulares.

Os professores mais novos não compreendem isso, porque não sentiram as tamanhas injustiças que decorreram dessa divisão arbitrária.

E quem não sentiu, quem não “vivenciou” não chegou a compreender todos os meandros da “teia titular”, que, a continuar, instauraria na escola danos irreparáveis, pelo mando desmesurado, por parte de muitos, mas muitos mesmo, que começaram logo a exercer mais do que a autoridade que lhes era devida.

Difícil de compreender? Pois, compreendo.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O ar está mais respirável na escola

Curiosamente, cá para os meus lados, andamos mais sorridentes e mais conversadores uns com os outros.

Portanto, acho o artigo do Santana Castilho um exercício de escrita, um tanto ou quanto pessimista, não correspondendo à verdade, no que diz respeito à “revolta nas escolas” que uma semana sabática mostraria.

O meu micro-cosmos está tranquilo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A fazer contas para chegar ao topo da carreira? Não, a pensar na reforma.

Andamos todos preocupados com o curto e médio prazo. Já pensaram sobre a nossa reforma? Quando chegarmos lá, com que dinheiro ficámos? Ficaremos com algum? Ou trabalharemos até aos 65 (se não forem mais) e depois vamos com uma miséria para casa?

Eu vejo colegas do 10 (340) escalão a fazerem contas, não para chegarem ao topo, mas para irem para casa antes de 2014.

Portanto, estão mais preocupados com a reforma do que propriamente em chegar ao topo (370).

Um professor que esteja agora no 340 dificilmente chegará ao topo, porque terá de ter pelo menos uma avaliação com MB ou Exc.

Ora, um professor em fim de carreira já não está para pedir aulas assistidas e sujeitar-se a uma quantidade de formalidades que, para ele, já não fazem sentido.

O outro dia falava com uma colega do 340 que dizia: vou cá pedir aulas assistidas? Não me vou chatear com isso! Pois, ainda aparecerá alguma a criticar, porque, por exemplo, não uso suficientemente os meios informáticos disponíveis.

Portanto, o que vejo no meu mini-universo, cá para os meus lados, é que os 340 estão mais virados para as questões relacionadas com as REFORMAS.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Ainda sobre os professores titulares

O problema não foi o título em si, mas aquilo que ele passou a representar e a interiorização/abuso do poder por parte de alguns/muitos. E ainda a procissão estava no adro… As coisas complicar-se-iam, muito, mas muito mais.

Um título adquirido em condições arbitrárias, por um concurso que instaurou grandes desigualdades e com repercussões na carreira, no processo avaliativo, bastando apenas referir a “desautoridade” dos avaliadores, escolhidos por consequência de um concurso com regras absolutamente arbitrárias.

Bem…quem sentiu na pele, sabe muito bem do que falo. Pois os que não sentiram isso, sentiram outro tipo de injustiças decorrentes do EC. Cada qual teve/tem os seus motivos.

Os slogans que vi mais nas manifestações, cordões, etc. foram: não à divisão da carreira, não àquela avaliação. Ou terei visto mal? Eu também lá estive, em quase todas, até ao fim. Esperei por colegas que nunca apareceram à boca do Metro, vi e ouvi coisas, que me deixaram perplexa, que me desapontaram, por que não esperava, por parte de certas colegas, e conclui que, infelizmente, gente a lutar por uma causa comum era mentira. CADA UM LUTOU MAIS OU MENOS PELA PARTE QUE LHE COUBE. Cada um olhou para o seu umbigo.

Portanto, as manifestações tiveram um não-sei-quê de mega-concentrações de umbigos (parcelares).

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Que me desculpem os colegas mais novos

O ministério deixou cair a prova de ingresso e o estrangulamento ao 3º escalão.

Entre a proposta que fica e a lei que está em vigor devo dizer sinceramente que acho ESTA VERSÃO MAIS JUSTA DO QUE A ANTERIOR EM QUE A CARREIRA ESTÁ DIVIDIDA ENTRE TITULARES E PROFESSORZECOS. Claro que quem não ultrapassou a barreira do 5º e do 7º escalões não gostará desta última versão.

Batam-me. O 270 reabilitou alguns professores. Não todos. E muitos ficaram de fora, OLHANDO PARA O SEU UMBIGO, COMO PROFESSORZECOS NO ÍNDICE 299.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Sobre o uso do condicional, em vez do futuro

Só hoje tive a oportunidade de ler as "Propostas da Fenprof para que se torne possível a assinatura de acordo negocial com o M.E." Antes tarde do que nunca.

Houve, logo no início, um pormenor que me saltou à vista e que me desagradou. Diz assim: "Numa apreciação ponto a ponto, para a Fenprof, para que possa haver acordo seria necessário:" A seguir, está a enumeração de vários pontos-respostas.

Estava à espera de ler "para que possa haver acordo, será necessário" em vez de "para que possa haver acordo seria necessário".

O uso do condicional ("seria") indica por parte do emissor da mensagem que aquele não acreditava que o acordo (datado de 29.12.2009) era possível. A Fenprof foi para a reunião, sabendo que não haveria acordo? Se sim, então porque é que foi?

A estratégia estará decerto traçada.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Sindicatos não chegaram a acordo com a Ministra da Educação

Muita parra, pouca uva.

É assim que se podem caracterizar as relações entre Sindicatos e Ministério. Mas vendo bem, se cada parte cedesse um bocado, tirando a teimosia e obstinação do MN, acrescentando uma pitada de coragem ao dirigente da FNE, e um empurrãozinho do Sócrates à Ministra para ceder em mais um aspectozinho.... e os professores tinham finalmente a paz tão desejada, sem ter de meter ao barulho o Parlamento.

Querem mesmo saber a verdade? Há professores que já não estão com forças para ir novamente a manifestações. Acredito que somente os mais novos tirarão as pantufas dos pés, para descerem a Avenida, outra vez. Pode ser que me engane. Oxalá.
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